A termografia está relacionada com a inflamação e a dor crónica em pacientes com fibromialgia

A termografia está relacionada com a inflamação e a dor crónica em pacientes com fibromialgia

A Unidade SHC Medical do Hospital Viamed Santa Ángela de la Cruz, de Sevilha, acaba de iniciar um projeto de investigação clínica aplicada, em colaboração com o Dr. Francisco Martín Bermudo, Catedrático de Nutrição de Sevilha, com o objetivo de melhorar o tratamento dos pacientes com fibromialgia. O estudo envolverá um total de 100 pacientes divididos em dois grupos (50 dos quais seguirão o tratamento standard, e os outros 50 o tratamento standard mais uma série de medidas para melhorar alguns parâmetros que apresentam alterações nos estudos destes pacientes).

Segundo o Dr. Martín, “a todos os pacientes é feita uma termografia (com uma câmara de infravermelhos que mede a temperatura corporal das diferentes partes do corpo). Em geral, quando a temperatura corporal é mais elevada numa zona, se existe um problema inflamatório este traduz-se em dor. Nestes casos, comprovaremos se os pontos de dor que referem os pacientes coincidem com as zonas termográficas, o que nos permitirá medir e controlar essa dor”. Portanto, a termografia relaciona-se com a inflamação e com a dor.

Catedrático USTambém lhes realizaremos uma calorimetria (técnica para medir a mudança de energia que acompanha uma transformação química ou física), mediremos a sua composição corporal – porque podemos constatar que estes pacientes se encontram desidratados intracelularmente e apresentam problemas de massa celular -, realizaremos provas de exercício físico e proporcionaremos aos pacientes suplementos nutricionais”. Ou seja, além do teste imunológico alimentar SHC que determina a dieta a seguir, os pacientes receberão de forma suplementar os nutrientes de que precisem, segundo os dados do estudo realizado.

“Além disso, serão obtidas amostras de sangue dos pacientes, para medir o stress oxidativo (também implicado na origem da fibromialgia). Ao medir o stress oxidativo, poderemos constatar se houve alguma melhoria, comparando o seu estado antes e depois”.

Prevê-se que este projeto tenha uma duração de seis a sete meses. Além do estudo inicial, os pacientes serão avaliados novamente após três meses de tratamento, para comprovar se o seu estado melhorou. O objetivo final é conseguir ter uns parâmetros personalizados para cada paciente, de maneira a que possamos melhorar o seu tratamento.

 

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